domingo, 18 de março de 2007

Trabalhando na Suécia - parte 1

Estou a gostar do meu trabalho na Suécia, da minha vida como "nórdico".

Os únicos inconveintes têm sido: a ausência da esposa, a comida e o clima.

Gosto do jeito organizado dos suecos, de como levam o trabalho a sério e da qualidade de vida. Aqui não se mistura trabalho com vida pessoal - cada coisa no seu devido lugar.

Meu trabalho tem que ser feito em 40 horas semanais. Horas extraordinárias só com aprovação, porque são pagas. Aqui não se trabalha sem receber. Não é o meu caso, mas se eu trabalhasse aos fins-de-semana, receberia pelo trabalho e ainda teria direito a descanso extra.

O horário de trabalho é bastante flexível. Pode-se entrar as 7 da manhã e sair as 4 da tarde, com uma hora de almoço. Não há críticas ou "bocas" se você fizer isto. O importante é fazer o trabalho durante as 8 horas diárias.

Não há vícios como parar constantemente para o café, cigarro ou qualquer outra coisa que atrapalhe a concentração.

Aqui, se alguém fizer um bom trabalho, agradecem, reconhecem e elogiam. Se fizer um mal trabalho, criticam e apuram responsabilidades.

Na última sexta-feira, no andar onde estou a trabalhar, houve convocatória geral para degustarmos bolo de chocolate. Foi uma espécie de comemoração, porque o cliente demonstrou satisfação com os níveis de qualidade dos projectos. Foi um gesto bonito de agradecimento. Acreditem, este tipo de evento é normal por aqui.

Outro detalhe que me agradou bastante é a possibilidade de se trabalhar remotamente. Muitas pessoas fazem isto, sem receios ou temores. Não existe aquela desconfiança de que trabalho remoto é sinónimo de improdutividade. Eu ainda não estou a trabalhar remotamente, pois isto está a ser negociado com o meu gerente. Esta é uma ideia que me agrada, pois me permitirá passar alguns dias em Portugal.

A última vez que presenciei uma empresa preocupada com segurança no trabalho, ergonomia e bem-estar dos funcionários foi quando trabalhei para uma grande empresa americana, nos EUA e Brasil. A empresa levava estes assuntos muito a sério. O mesmo se passa aqui, pelo menos no projecto onde estou a trabalhar.

Fiquei contente em saber que algumas pessoas fazem "happy hour" - confesso que não me recordo quando foi a última vez que isto aconteceu em Portugal. Aqui na empresa, pelo menos uma vez por mês esta actividade é patrocinada. Na última quarta-feira saímos para jantar e jogar bilhar. Foi um momento agradável e divertido!

Por enquanto, posso afirmar que minha primeira análise, após três semanas, é bastante positiva. Estou a gostar!

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